sexta-feira, 23 de abril de 2010

Moço, eu tô grávida!

Eu sei que mentir é feio. Que vai pro inferno, que ninguém mais vai gostar, enfim, sei de tudo isso. Mas essa semana eu menti.
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Tava no avião, sentada na janela, o Leo do meu lado e um senhor dormindo na poltrona do corredor. E uma grande sacola com objetos frágeis no meu pé. Aí foi me dando uma super vontade de fazer xixi, mas tava mega difícil de sair. Então resolvi esperar o avião aterrisar. "Ah,eu aguento mais meia hora".


Quando aterrisou, saí em disparada, correndo feito uma louca, acho até que pisei em algumas cabeças. Me lembrou muito qualquer episódio do Pateta (até porque me identifico muito com ele). Só que um velhinho que tava na primeira fileira chegou na minha frente e entrou no banheiro.


E demorou! Jesus, como demorou. Qdo ele entrou, ainda não tinha chegado o finger. Aí chegou o finger (e olha que ele chega devagar!), a aeromoça pega o telefone com calma e pede cadeiras de rodas de vários modelos (ela explica os modelos, eu nem sabia que eles disponibilizavam mais de um), aperta um botãozinho que acho que serve pra despressurizar o avião. Espera bastante até poder abrir a porta. Enquanto isso, sai o comandante e eu engato um papo com ele. Mas era um papo sofrido, de quem tá vendo a hora de mijar na calça e tenta disfarçar. Fiquei tentando me lembrar quais as lojas que tinham no aeroporto de Brasília caso isso acontecesse. E o velho lá.


Comentei com o piloto que já tava até preocupada com o velho, ele poderia ter morrido. A aeromoça, gentil como devem ser as aeromoças: "não, é que ele faz bem devagarzinho mesmo".


Iniciou o desembarque e, quando já estava lá pela fileira 12, eu desisti. Além de não ter perspectiva de liberação, agora eu já estava preocupada realmente com o que o velho estava fazendo lá naquele cubículo. Só xixi não ia demorar tanto. Saí correndo pelo finger e pelo corredor. Quem já foi no aeroporto de Brasília, sabe que o corredor não acaba nunca, vc é capaz de chegar na Esplanada dos Ministérios por ele. Sem enxergar uma luz no fim do túnel, eu faço uma cara verde de enjôo e falo prum funcionário da Tam que passa:


- Moço, com licença. É que eu to grávida e eu preciso usar o banheiro e será que eu poderia....


E eu pude. Ele abre imediatamente a porta do portão 17 pra mim! E fez-se a luz! Ai que alívio. Fiquei o tempo da conexão todinho fazendo cara de grávida. Confesso que senti um pouco de remorso até. Mas tbm fiz futuros planos pra filas de supermercados e bancos e instituições assemelhadas.


Prova que a gravidez é apenas um estado de espírito. Ou de necessidade.

8 comentários:

Andréa disse...

kkkkkkkkkkkkk
Danada!
Qdo vi o título vim aqui correndo dar os parabéns.
Vc realmente engana bem.kkkkkkkkkk
Rindo muito.
Beijos

Simplesmente Luísa disse...

rsrsrs
Uai, no desespero eu acho que tb falaria!!! Jápassei mto aperto assim... é péssimo!
beijos

Simplesmente Luísa disse...

rsrsrs
Uai, no desespero eu acho que tb falaria!!! Jápassei mto aperto assim... é péssimo!
beijos

Suzana Lira disse...

tbm jah tive vontade de fazer uma cena dessas mas faltou coragem kkkkkkkkkkkk

Sra. Mari disse...

uma vez na vida nao faz mal nao ! rssss

Essa historia toda me deu vontade de ir ao banheiro .. rss

bj

veri disse...

rsrs
desespero e desespero
ja fiz isso na fila de banco
rsrsrsr
boa semana
bjum

Andréa disse...

Oi Paola,td bem?
Então,eu só alugo na Alamo,pois acho mais prático estar sempre com a mesma empresa.
Nunca utilizei essas outras que vc citou.
Bjs

Leo disse...

Que susto! Bem chamativo o título, até pensei...

Seria maldade achar o caso engraçado? E de pensar que o velho poderia ter morrido lá dentro, Rsrsrs