sábado, 17 de março de 2012

Sobre Belém

Achei esse texto no FB de um amigo. Adorei. Super verdade.


10 pontos básicos para um paulistano entender Belém



1) Belém é uma metrópole

Todo mundo sabe que Belém é grande, mas, no Sudeste, muita gente não tem a dimensão de quão grande ela é. Belém tem três shoppings, todos superlotados, inclusive o que tem lojas de luxo, engarrafamento adoidado, balada indie, eletrônica ou de reggae, festival de ópera, hospital oncológico e preços de imóveis que fazem ...as pessoas falarem em bolha. Tudo o que caracteriza uma metrópole, da grande variedade de serviços aos problemas do inchaço urbano, Belém tem. Está longe de ser uma cidadezinha simpática, é uma cidade enorme e complexa, cheia de coisas interessantes.



2) Não tem praia…não como em Fortaleza ou Rio

Como o Pará é próximo do Maranhão, é fácil associá-lo com o Nordeste, ao contrário do Amazonas, que está lá, claramente na região Norte. E para o paulistano, Nordeste é sinônimo de…praia! Logo, Belém deve ser mais uma dessas capitais da costa, que têm mar, calçadão, ciclovia e quiosque de coco, certo? Errado. Não tem nada disso. Quando eu falei que ia me mudar, algumas pessas disseram que adorariam morar na praia. Pois é, eu também, mas não é o caso. Até é fácil ir à praia em Belém, em meia hora de carro ou um pouco mais já se chega a Mosqueiro. Mas a cidade não tem aquela orla que vem à nossa cabeça quando pensamos em uma cidade litorânea. E fica à beira-rio, não à beira-mar.



3) Belenense não é nordestino

Outra ideia que deve vir da proximidade com o Nordeste é de que o jeito de ser é muito parecido com o dos nordestinos. Como você, caro leitor paulistano, imagina o sotaque de Belém? Parecido com o do cearense? Se disse que sim, errou. Só as vogais abertas são parecidas - aquela coisa de falar “só-lidão”, e não “sô-lidão”. Mas todo o resto é diferente. As expressões são outras, o jeito de ser é diferente, a cidade tem outra cara, as pessoas têm traços diferentes, enfim, Belém é Amazônia, é uma cultura própria e bem típica, que tem várias diferenças em relação à nordestina (que, aliás, também varia bem de um lugar para outro, eu acho).

Isso eu discordo. Falo sô-lidão

4) A cidade não é tão barata quanto você pensa

Eis algo que eu pensei, quando cheguei a Belém: tudo deve ser mais barato, então, meu dinheiro vai render bem mais. Bom, transporte, baladas e restaurantes são um pouco mais em conta, sim, porque em São Paulo parece que todo mundo perdeu a noção do quanto é razoável pagar por um táxi, um estacionamento, um jantar ou uma ida ao bar. Mas a diferença não é tão gritante, viu? E, em itens como aluguel e supermercado, é praticamente pau a pau. Por fim, no quesito roupas, Belém é um roubo. Quando eu preciso de algo novo, deixo para comprar em São Paulo, porque, aqui, as lojas legais cobram um “precinho extra” pelas mesmas roupas de lá.



5) Não tem floresta para toda parte

Belém é uma metrópole, vide o ponto 1. Da Estação das Docas ou de uns bares na beira do rio, a gente até vê trechos de floresta do outro lado do Guamá, mas a mata fechada, aquela que a gente imagina quando pensa na Amazônia, não está assim, no meio da cidade. Quando você visitar Belém, programe-se bem, se quiser ver a floresta de pertinho. Uma forma é pegar os barcos das Docas que vão a outras cidades ou os que fazem passeios turísticos, como o da Ilha dos Papagaios. Mas, reserve no mínimo meio dia para o passeio.


6) Não dá para ir e voltar de Manaus no intervalo do almoço

Uma vez, um amigo meu precisava consertar um produto quebrado e ligou para a central da empresa, para saber onde era a assistência técnica. O atendente, no call center em São Paulo, disse que não havia assistência autorizada em Belém, mas que ele poderia ir à assistência de Manaus. Como se a ida a Manaus fosse, assim, um pulinho na hora do almoço! Acontece que Belém é tão perto de Manaus quanto São Paulo é de Porto Alegre. Não é modo de dizer, a conta é essa, são duas horas de voo. Estar na mesma região não quer dizer estar pertinho, especialmente no Norte do Brasil.


7) O inverno é no verão e o verão é no inverno

Enquanto todos os paulistanos reclamam, no Facebook, que o calor está infernal neste verão, eu dou graças a Deus por de vez em quando poder dormir com o ventilador desligado. Em Belém, as temperaturas não mudam muito ao longo do ano, está sempre quente. Mas as chuvas, sim, mudam. Os meses mais quentes do ano, em São Paulo, entre novembro e maio, são os meses chuvosos de Belém, o que dá uma certa refrescada e faz o pessoal chamar este período de inverno. Em julho, quando meus amigos paulistanos estão marcando um fondue, os belenenses estão enlouquecidos para ir à paraia, porque o clima está extremamente quente e bem mais seco. Aliás, fica a dica: julho, agosto e setembro são os melhores meses para visitar Belém, porque, apesar do calor impressionante, você passeia o dia inteiro sem se preocupar com a próxima chuva.



8) Você não vai pegar geral

No Sul-Sudeste, a gente às vezes tem uma certa imagem de que “da Bahia pra cima” é tudo liberado, em termos de paquera e sexo. Talvez seja por causa do Carnaval e das micaretas, que vendem a imagem do “eu quero mais é beijar a boca”, ou talvez por uma certa visão distorcida do Norte-Nordeste. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. As pessoas aqui falam mais naturalmente de sexo e paquera, sim. Fazem mais piada sobre isso e contam mais abertamente da sua vida íntima. Mas, não pense, leitor solteiro à procura, que você será loucamente assediado e que vai sair pegando geral só de abrir um sorriso. Lábia e respeito à vontade alheia também valem por aqui. Falar de sexo mais abertamente não significa querer fazer sexo o tempo todo e com qualquer um, certo?



9) A diversidade é menor, mas a convivência é maior

Tem uma camiseta vendida por aqui que diz ”Belém é um ovo de codorna anã”, o que é engraçadinho para um frase de camiseta, mas eu não acho que é tão fácil encontrar conhecidos por acaso. Provavelmente é porque eu conheço bem menos gente aqui do que em São Paulo, mas tenho a impressão de que lá eu encontrava com mais frequência algum amigo na fila do cinema ou de uma balada do que por aqui. São Paulo é gigante e você pode se divertir e se expressar como quiser, mas tem aquela história de ter lugares muito segmentados para cada idade, gosto e classe social, o que talvez torne até mais fácil esbarrar com as mesmas pessoas. Em São Paulo, o cara que gosta de rock não é “obrigado” a ir num bar de reggae, na 3ª feira, porque ele encontra balada rock todo dia da semana. Mas talvez isso faça com que ele encontre menos vezes o colega do trabalho que curte o Bob Marley. O cara milionário que quer ir passear no shopping pode ir ao Cidade Jardim e só encontrar milionários. E a menina patricinha que quer paquerar outras meninas patricinhas pode ir ao bar onde só tem meninas iguais a ela e encontrar a sua galera. Em Belém, parece que tudo é mais misturado. Pobre e rico, novo e velho, gays e héteros, roqueiros e micareteiros, todo mundo convive mais de perto, até por haver menos opções, o que às vezes gera cenas bem surpreendentes. E isso também torna mais difícil bater o olho em alguém e saber o perfil daquela pessoa já à primeira vista. Por exemplo, ricos e pobres são um pouco mais parecidos entre si do que em Sampa. Lá, até o sotaque muda, do centro expandido para a periferia. Um cara de Pinheiros, se bobear, tem dificuldade pra entender dois manos da Cidade Tiradentes conversando. Aqui, não, o jeito de falar é mais uniforme, todo mundo é mais informal, o tacacá que o pobre come é igual ao do rico. E isso gera uma experiência bem interessante para quem vem de uma cidade onde é mais fácil conviver só com quem parece com você.



10) Belenenses podem ser simpáticos. Ou não

Outro mito paulistano sobre o Norte-Nordeste é o da simpatia. Acho que, também nesse caso, isso se deve à influência da imagem que a Bahia vende de si. Muita gente no Sudeste imagina que as pessoas em Belém são sempre sorridentes, gentis e acolhedoras. Os próprios belenenses costumam se ver assim, aliás. Mas nem sempre são. É bem comum você ser mal atendido numa loja ou levar um esbarrão no corredor do supermercado e nem ouvir um pedido de desculpas. Os taxistas, então, costumam ser o oposto dessa imagem acolhedora. Vivem de cara fechada. Quem sou eu para julgar os motivos de cada um para estar assim, não é? Mas, para mim, isso mostra que a imagem do povo cordial é só parcialmente verdadeira. Acho que, simplificando, eu diria assim: grosso modo, paulistanos são mais educados, dizem mais “por favor” e “obrigado” e pensam mais no espaço do outro, enquanto belenenses são mais simpáticos e calorosos, dizem mais a verdade na lata e gostam mais de compartilhar seus espaços com os outros. Estilos diferentes e bacanas, cada qual à sua maneira.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre fotografia

Sobre o post anterior, liguei pro meu pai e perguntei se ele lembrava de quem era o casamento. Ele lembra do fato e lembra tbm (pasmem!) que a fatia de bolo era mto fina. Mas não sabia mais quem eram os noivos. :(

E em outubro do ano passado, não sei se disse aqui eu comecei a fazer uma oficina de fotografia. O tema era Outubro, pq aqui em Belém, outubro é o mês do Círio e um mês mto importante. E eu tava participando toda empolgada até que.... roubaram a minha câmera. Já tinha feito uma coisa ou outra, mas perdi a graça.

Eu comprei outra câmera que..... roubaram de novo. Deixa pra lá, não gosto de falar sobre isso.

Claro que perder a câmera é mto chato e tudo, mas perder as fotos é bem pior. Máquina vc compra outra e fica torcendo pro imbecil que te roubou, acordar no dia seguinte com a boca cheia de formiga. Mas as fotos vc não recupera, o tempo não volta. Ele podia ter a dignidade de levar a máquina e deixar o cartão de memória.

Enfim, comprei a terceira câmera, chegou hoje em casa, to olhando pra ela. E me inscrevi num curso de fotografia que tem eventualmente aqui em Belém, do Fotoativa. Caso vcs não saibam, Belém é a quarta capital mais importante do Brasil para a fotografia no Brasil. Perde apenas para São Paulo, Rio e Brasília. É que aqui é mto bonito, tem água, tem mato, é tudo mto fotogênico. Tem um astral diferente (ok, vou parar de rasgar a seda pra minha terra, isso é chato).

O curso começou ontem e eu já to mega-super-ultra empolgada. Construímos com nossas próprias mãos uma camera obscura e eu fiquei mto orgulhosa de mim mesma por isso. Agora vou  pesquisar mais pra entender como se usa, pq esse é o dever de casa, semana que vem tenho que mostrar o que descobri com ela. (pra saber o que é uma camera obscura, clica aqui)

Não, eu não penso em me tornar uma fotógrafa profissional, não tenho talento e disposição pra isso. Precisa de um ânimo que realmente eu não tenho. E tbm não quero me limitar a fotografar aniversário e confraternização. Mas as vezes to passando na rua e vejo uma coisa linda e quero saber como registrá-la. Tento, mas nem sempre consigo, erro o enquadramento, erro a luz.

Abaixo, algumas coisas que fiz no círio do ano passado, enqto ainda tinha câmera:




 


 




PS - não sei alinhar as fotos aqui. Sorry.

domingo, 4 de março de 2012

O primeiro a gente nunca esquece

Hoje eu tava andando de carro e passei na frente da Basílica de Nossa Sra. de Nazaré:



Linda, né? É mesmo. Uma das mais bonitas que já fui. A gente tem mta igreja bonita por aqui.
E eu lembrei do primeiro casamento que eu fui. Eu devia ter uns 4, 5 anos.
Qdo eu era mais nova, o meu pai, já separado da minha mãe, me pegava em casa todos os dias pra passear. O passeio não variava mto, a gente ia comer pizza todos os dias. Incrível como nenhum de nós enjoou. Acho mudávamos a pizzaria, pelo menos.

Nesse dia, antes da pizza, a gente foi pra esse tal de casamento. Lembro que meu pai estava de jaqueta jeans, não é exatamente uma roupa pra casamento, mas era o que ele vestia, e sentamos lá nos últimos bancos. Lembro que, qdo o noivo entrou, já no cortejo, junto com a mãe dele, ele parou pra cumprimentar o papai. Foi até o banco e apertaram as mãos. Imagino, hj, que o papai devia ser mto querido por ele.
Mas o que eu mais me lembro, claro, é da entrada da noiva. Ela era linda. Noiva da década de 80, pós-Lady Di, vcs já imaginam, com tiara, véu gigante, mangas bufantes, super bordados. Entrou com o pai - que era mais baixo que ela - e estava chorando. E o papai disse no meu ouvido:

- Tá vendo que ela tá chorando? Mas esse choro é de felicidade, não é de tristeza.

Admito que ainda demorei mtos anos pra entender esse conceito. Mas qdo entendi, da primeira vez que chorei de felicidade, me lembrei desse fato.

Depois da cerimônia - da qual eu não me lembro nem do sim -, eu e papai fomos cumprimentar os noivos. Fiquei intimidada pela noiva, de tão bonita, de tanta saia e tanta pedrinha. O noivo perguntou se não íamos ficar (mais um motivo pra eu pensar que meu pai era mto querido por ele), papai disse que não, que íamos comer pizza.

E fomos na Pizzaria Napolitana, pertinho da igreja, onde hj, infelizmente, fica um Habibs.

Resolvi que vou ligar pro papai e perguntar se ele se lembra disso. Quero saber quem era o casal, se ela ainda é bonita, se eles ainda estão casados.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Pq tem que ter, né? Básico:

1. Esse ano eu fui a Europa pela primeira vez. Como nao começar um post de retrospectiva com um fato tão marcante? Foi o máximo! Que seja a primeira de muitas;
2. Eu fui um camaleão, mudei varias e varias vezes de visual. Fiz luzes louras platinadas, californianas, caramelo, cabelo comprido e franja ralinha, cabelo mais curto e franjão. Gostei disso, acho q pretendo repetir esse ano;
3. Fui assaltada pela primeira vez. Péssimo, passei pela experiência, ok, nao preciso passar por isso de novo;
4. Li pouco, nao emagreci. Nesses aspectos, ano foi perdido;
5. Mas malhei mais. Nao adiantou muito, já que comi feito uma elefanta, mas a perna ficou mais bonhethenha;
6. Comprei minha primeira louis vuitton. Podem me chamar de fresca, eu agüento;
7. To pensando sobre ter filho. Post especial sobre isso nos próximos dias;
8. Passei o ano fazendo uma Pos. Nao sei ainda o que dizer sobre isso;
9. Tive 11 casamentos. Prestem atenção: 11 casamentos! Um escândalo de presente, vestido, cabeleireiro... Mas foi mega divertido;
10. Nao assisti NENHUMA novela! Morri de orgulho de mim mesma!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fim de semana de Pará

E o fim de semana é de emoção.
Nesse fim de semana, o povo do Pará vota se divide ou nao o estado em três. Eu sou sensível a esse assunto. Meu voto é pelo não, óbvio, quero meu estado do jeito que sempre foi. Grande do jeito que é. E podem me chamar de bairrista, porque meu argumento é puramente emocional. É mesmo, e nao me envergonho disso.
Nao sou hiper radical contra a divisão. Mas sou radical contra o jeito que ela está sendo promovida. Pelo projeto de divisão, o estado do Pará mesmo fica com a menor parte. E não entendo o motivo da divisão não começar pelo Amazonas, se o argumento principal é que estados menores são mais fáceis de administrar. Enfim, não quero dizer aqui o que penso, vou acabar ofendendo alguém e a intenção do blog nunca foi essa. Eu só discuto esse assunto mesmo em casa, com meu marido, e olhe lá. Já disse mais de uma vez aqui que não discuto política, religião, futebol e opção sexual. Assim, faço questao de me retirar de qualquer roda que discuta a divisão, seja lá qual for a posição levantada. Mas isso me incomoda bastante. Ainda bem que tá acabando.
Se o Pará for dividido, fica assim:



E hoje, também, é a luta do Lyoto Machida pela (re) conquista do cinturão do UFC. Tipo, to torcendo muito, também por razões emocionais.  E tbm pq o cara é um gato (Leo, desculpaê, mas é verdade). Meu filho tá estudando caratê na academia da família do Lyoto, que sempre foi tradicionalíssima aqui em Belém. E acompanhando a rotina da academia, não tem como não se encantar pelas artes marciais: a postura, a disciplina, a aula em si, tudo é muito lindo. Vamos combinar que o Lyoto em si já é um espetáculo! É sempre um prazer (ui!) encontra-lo pela academia, hehehehe.
Então hj eu vou ver a luta, torcer e roer minhas unhas recém-feitas. Go Lyoto! Nunca pensei que fosse fazer um post em sua homenagem, mas to torcendo de coração!

sábado, 26 de novembro de 2011

Variadas

E hoje foi a feira cultural do meu filho João Lucas. E foi bem legal, o trabalho dele foi sobre os efeitos nocivos do sol. Eu adoro pegar sol. To sem pegar sol tem um tempo por causa de um tratamento carésimo que to fazendo, mas gosto mto. E acho que ele vai me mandar usar filtro solar FPS 100 agora todo dia. Aliás, esse foi o brinde do grupo dele. To frita. Ou não, pq agora eu vou usar filtro FPS 100.

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E hj eu tenho o penúltimo da série de 11 casamentos de 2011. Sério. 11 casamentos, vcs acreditam? Apesar dos gastos com presentes, vestidos, cabelo, maquiagem, eu fico muito feliz com isso. Pelas pessoas estarem casando e por eu dividir esse momento com elas. Falando em vestidos, eu tive que criar uma "agenda" pra anotar com que vestido vou pra cada festa pra poder repeti-los. Fútil? Pode ser. Mas estritamente necessário. Mulher me entende. Ta dando certo.

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Voltei a nadar! Rá! adoro! Só páro agora qdo tiver com aquele ombrão de nadadora.

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Eu acho mta graça de quem se acha dona da verdade. Assim, palmatória do mundo. Mas depois eu volto pra falar disso.

domingo, 20 de novembro de 2011

Um dia

Eu estou lendo esse livro aqui ó:


Gente, muuuuito bacana. Bacana daquele jeito de não conseguir parar de ler. Fazia tempo que eu não lia nada (to mto aquém da meta que eu tinha me imposto no início do ano), foi bom recomeçar por um livro assim. Recomendo.

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Quando era outubro, eu esperei ansiosamente por novembro. E não fui só eu, pelos comentários dos meus amigos do Facebook, percebi  que outubro não foi um mês auspicioso pra ngm. Mas novembro não ta sendo mto melhor não. A única coisa boa é que troquei de carro. Isso foi legal. Mas agora torço com todas as forças pra ver se esse ano acaba logo. Ta td mundo assim?

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E aí que no meu carro só tem música inteligente. Tipo Chico, tipo David Bowie. Bossa nova, jazz, rock inglês. Músicas suecas, galesas, cubanas. Coisas assim complicadas e profundas, com mtos instrumentos estranhos. Profundas que vc as vezes fica triste ou deprimido pq não entendeu a mensagem. Mas decidi que preciso quebrar essas amarras e estou fazendo uma pasta de música bagaceira pro meu carro. Na minha seleção entrarão sertanejo universitário, seleção britney/beyoncé/lady gaga (adoro Lady Gaga), sambinha, música de boate (como se chama esse ritmo? qdo eu era mais nova era house. ainda é isso?). Quero música que não dê trabalho de ouvir, que pregue no meu cérebro e não consiga esquecer. Vcs estão me entendendo? Pq eu já não sou uma motorista mto habilidosa, então não dá pra pensar em engarrafamento e em letra de música. No próximo post, a minha seleção.   

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Compras

E nesse mês de outubro eu fui assaltada.
Levaram tudo: meu iphone, câmera, maquiagem (quero saber quem é a piriguete que vai usar minha maquiagem da Mac), uns seiscentos reais, pen drive, documentos, enfim, tudo.
Fiquei só com a chave do carro na mão.
E aí fiquei uns 20 dias sem cartão de crédito.
Tava agoniada que não podia comprar nada. Não que tivesse algo mto urgente pra comprar, e sempre posso contar com o Leo, mas essa economia forçada é ruim. Prefiro fazer economia consciente.
E hj resolvi tirar o atraso.
Não foi assim um atraso mto bem tirado, mas poder ir ao shopping e comprar coisas me fez sentir livre.
E comprei presentes pros bebês filhos das amigas.
Comprei uma touca de natação lilás e um óculos cor de rosa pra não correr o risco do João Lucas tirar de mim de novo - e perder de novo.
Comprei um livro chamado Um dia, de um inglês chamado David Nicholls que vai sair em filme mês que vem. Tenho que correr e ler logo.
Pq esse ano eu li pouco. Não sei o motivo. Escrevi pouco tbm por aqui e tbm não sei pq. Tentei começar a ler 10 vezes o livro da biografia da Cleopatra e empaquei bonito no segundo capítulo. Aí empaquei nos outros livros que tenho que ler.
E tentei recomeçar a ler O Homem Revoltado, do Albert Camus e me lembrei pq eu não tinha conseguido ir adiante quando tentei ler da primeira vez há uns cinco anos.
E foi isso.
To tentando voltar a rotina do blog. Sério dessa vez.
beijo

domingo, 13 de novembro de 2011

tentando voltar, juro

Égua!
Faz tempo, hein?
A casa tava suja, tava precisando fazer uma faxina.
E to aqui agora.
Acho que ela virou casa de veraneio, daquelas que a gente só vem de vez em qdo. E quando vem se questiona pq passou tanto tempo sem vir.
Vou dar uma olhada nas outras casas por aí, fazer umas visitas e já volto.
Enquanto eu não volto, fiquem com essa música:


To ouvindo o dia todo. Trilha sonora do meu dia.

beijos

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mentiras sinceras me interessam.

Eu fui prum chá de panela semana passada e tocou a música do verso do título. Pra quem não tá ligando o nome à pessoa, é Maior Abandonado do Cazuza. E eu fiquei pensando especificamente nesse verso "mentiras sinceras me interessam". E eu vi que não fui só eu, pq outra menina que estava na festa postou essa mesma frase no Facebook logo no dia seguinte de manhã, admitindo que ela não a tinha tirado do pensamento.
Antes de parar pra ler o que o Cazuza quis realmente dizer com isso, cheguei à conclusão rapidinho, rapidinho que sim, mentiras sinceras me interessam. Aquelas mentiras que não tem nada de mal, que só servem pra não nos magoar. O que os americanos chamam de white lie. Que quem tá contando é quem tem um mínimo de carinho e consideração pela gente, pq se deu ao trabalho de pensar nos nossos sentimentos e de inventar alguma desculpa para acalentá-los.
Passei da fase em que só a verdade, nua, crua, pura e simples me servia. Não é que ela não me sirva mais, não é isso, a verdade é importantíssima, eu diria até imprescindível. Mas tem coisas que eu não preciso saber. Eu não preciso saber de absolutamente tudo.
"Mas, Paola, queres ser enganada? Que tipo de mundo é esse que estás construindo pra tï?" É difícil, num texto pequeno, classificar quando a verdade deve imperar, e quando ela nem é tão importante assim. Mas acho que, no fundo, no fundo, todo mundo sabe. O marido sabe que não precisa sempre saber que aquele vestido que a mulher tá usando não é velho como ela diz que é (e que ela ainda o acusa de não reparar nela. Que mulher nunca disse isso, depois de exagerar nas comprinhas?). A esposa não precisa ouvir que o marido achou enlouquecedora aquela menina com cara e corpo de Panicat com quem acabou de cruzar, mas que ele jurou que vc é muito mais linda. E qdo o marido jura que vc está mais magra qdo suas roupas, a balança e o espelho atestam seus quilos a mais? E o filho que jura que não foi pra festa escondido? Será que eu preciso saber disso tudo?
Aí, depois de pensar em tudo isso, parei pra ler a música do Cazuza. Ele ama a menina e a menina só gosta dele como amigo. Mas ele se contenta com isso. Ela pode ficar com ele mesmo sem gostar dele como ele gosta dela. Taí, isso eu não concordo. Não ficaria com alguem que não gosta de mim. Nisso eu sou plena. Quero o amor na sua integralidade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Retomando a nossa programacão normal

Ok, andei afastada disso tudo aqui, e a culpa é toda minha. Ou não, o blogger tbm nao ajudou. Andei tentando comentar os blogs alheios, mas sempre dava mensagem de erro. Isso enfraquece a amizade.
É que eu agora sou uma pessoa que tem mtas atividades, que trabalha mto mais e que corre na academia. Isso sim uma grande novidade. To meio estrupiada, joelho, pé, mas to feliz.
Eu nunca corri nem pra salvar filho de afogamento, já corro alguns poucos quilômetros! Olha la!
Mas estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade e ideias novas. Depois eu conto.
Espero ver todos em breve.
beijos

terça-feira, 24 de maio de 2011

E eu só faço rir...

Tem coisas que sempre fazem a gente rir, né? E do nada.
Particularmente, não querendo me gabar, mas tem mta coisa que me faz botar sorriso no rosto.
Eu exercito isso bastante. Rio de bastante de coisas, umas até nem tão boas, mas a gente tem que rir pra não chorar, pra não se aborrecer.
Por exemplo, eu rio de gente que conta toda a vida dela quando vc pergunta um cordial e ordinário "tudo bem?". É o tipo de coisa que faz a gente se aborrecer, mas enfim, né, tem que rir.
Eu rio de gente que ta se acabando numa pizza ou chocolate, mas diz que não vai jantar pq tá de dieta.
Eu sempre rio das mesmas piadas. E de lembrar delas eu começo a sorrir, não preciso nem ouvir de novo.
Rio de mim mesma pq fico dias e dias com a mesma musica na cabeça. Sim, sou problemática, pode dizer.
Rio internamente de gente que bate no peito pra dizer que não julga ninguém, mas é o primeiro a apontar o dedo na cara dos outros quando tem coisa que acha errado.
Morro de rir (mesmo) de gente que diz que não ta nem aí pro que os outros pensam, mas se vc chama de feio, fica toda melindrado.
Rio pra uma árvore que tem no meio do caminho do meu trabalho. Ela me faz feliz. Aliás, eu escolho árvores por onde passo. Eu tenho uma árvore em SP, algumas aqui em Belém, tenho uma na estrada pra Salinas. Olhar pra elas me traz um sorriso no rosto. Essa do meio do caminho do trabalho, queria tirar uma foto pra mostrar pra vcs, mas por causa do trânsito nunca consigo. Ela é linda.
Rio frouxamente pras crianças pequenas do pré-escolar da escola do João Lucas. Elas são mto fofas. E olha que meu instinto materno anda adormecido.
Eu rio pra comida. To sempre de dieta, mas não tem como não ser simpática com uma coisa tão gostosa.
Eu rio vendo filme da Disney.
Eu acho que solto um largo sorriso pro meu telefone quando alguem me liga ou manda mensagem. Mas é uma desconfiança, quando eu confirmar eu conto.
Eu rio demais da conta de mim mesma quando dirijo cantando qq música no último volume. Acho meio patético, mas é muito divertido.
Pessoas que se sentem muito mega-poderosas, por qq motivo, ou pelo trabalho, ou pq são bonitas, ou pq são ricas, me fazem rir de pena. Fico triste por elas. Mal elas sabem que tudo isso passa.
Acho a maior graça de pessoas inconvenientes. Outro dia eu e meu chefe controlávamos o riso com uma visita não tão desejada assim que não se tocava que, além de estar atrapalhando, só tava falando besteira. 
Eu rio pro computador. Devo ser a funcionária mais bem humorada do Tribunal, pq eu sou a única que olha p/ tela e cai na gargalhada.
Eu consigo rir de mim mesma quando baixo pra ler os "Contos de Beedle o Bardo" (é o livro que a Hermione lê no sétimo filme do Harry Potter) e quando compro uma varinha mágica pra mim (veja bem,  o João tem a dele e que não ouse mexer com a minha!).
E eu rio de mim mesma que estava há um tempão sem passar por aqui morrendo de saudade. Podem me chamar de besta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Campanhas

Sabe todas aquelas campanhas anti-fofoca que existem no facebook?
Que dizem: "cuida da sua vida que eu cuido da minha" ou "paga minhas contas, resolve meus problemas e aí vc pode se meter na minha vida", ou algo mais ou menos assim?
Pois é, to aderindo a todas.
Vim aqui só dizer isso, pq cada vez que alguém fala de mim me dá nos nervos.

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães!

Vim rapidinho, no fim do dia, só desejar feliz dia das mães a todas as mães, as de primeira viagem, as de vários filhos, as de gêmeos e trigêmeos (tiro meu chapéu pra essas), madrastas, tias legais, madrinhas, avós, pq essas são mães duas vezes, sogras, pais que fazem o papel de mãe de vez em qdo.
Caetano, falando de mulheres, disse uma vez que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. É assim com mãe: uma hora é chato, a gente se estressa, quer mandar os meninos pra bem longe, quer morar numa ilha deserta bem sozinha pq eles não arrumam o quarto, ou não estudam, ou não fazem o dever de casa. Outra hora se angustia pq o menino tá doente, ou pq ele não chegou da festa, ou por causa desse novo amigo que ele tá andando agora. Mas na maioria das vezes é maravilhoso, é inebriante, enlouquecedor.
Ser mãe é isso, uma confusão de emoções, que só quem é mãe entende.
Beijos a todas, inclusive às futuras mamães

quarta-feira, 4 de maio de 2011

E o que pensam de vc?

Estava assistindo no domingo a noite a entrevista do Pedro Bial no programa da Marília Gabriela, revoltadíssima pq agora ele só apresenta Big Brother e não faz mais nada de legal. E no meio da entrevista, no meio de um monte de coisas legais que ele falou, uma coisa me fez pensar: como se dá o processo da autoestima.
Sempre me disseram, desde pequena, que bastava a gente se sentir linda pros outros acharem tbm. Eu sempre achei isso papo furado. Pq tem um monte de gente sem noção por aí, que se acha exuberante e, mesmo assim, eu não acho sequer simpática, quanto mais linda. Um monte de mulher gorda e feia que se acha gatinha e se veste e age como tal. E, ao contrário, conheço um monte de mulher perfeita que se acha horrorosa e não concordo com isso e pronto. Reconheço, entretanto, que a gente tem que se sentir bem com a gente mesma, ngm suporta ter do lado gente que só reclama, que só se desvaloriza.
Mas Pedro Bial falou uma coisa que eu já pensava, que o processo é exatamente o contrário: ou seja, quando os outros passam a te elogiar, vc acredita nisso e passa a viver esse novo conceito. Ou seja, ao me chamarem de linda, eu me sinto melhor, pq não é o meu espelho que tá dizendo, é outra pessoa, com sua vivência, outra cultura e outros parâmetros. E, assim, passo a me olhar diferente e me achar, se não linda, pelo menos bonitinha.
Acho que é isso que acontece com os artistas, políticos, novas celebridades. Com um monte de puxa-saco do lado falando como eles são bonitos, legais, inteligentes, imbatíveis, eles perdem a noção de quem realmente são, passam a acreditar em todos os elogios. O espelho - e a imagem que fazem de si próprios, por consequencia - distorce. E aí, de tanto se acharem, acabam se perdendo e fazendo besteira. Absorvem todo esse poder e começam a se achar os intocáveis.
Mas, porém, todavia, entretanto, conheço gente que nem é tão bonita assim que tem uma luz diferente. E que se sente tão bem consigo mesma, que quem tá do lado já olha com outros olhos e percebe que acha mais bonita do que pressupõe a harmonia dos traços e talvez a balança dite, e às vezes nem sabe exatamente o motivo disso.
Aí vira aquela velha pergunta do Tostines, lembram? A do "é fresquinho pq vende mais, ou vende mais pq é fresquinho?". A pessoa é bonita pq se acha bonita e eu passo a acha-la bonita, ou é bonita pq eu acho ela bonita e ela acredita nisso? Ai, que complicado!!
Em psicologia, autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). Ou seja, segundo esse conceito, o processo seria de dentro pra fora. E envolve tanto
Só pra esclarecer, usei a beleza como referência pra esse post, mas poderia ser qq outro predicado. Só que com beleza - que é exterior, não precisa nem conhecer a pessoa direito pra pensar isso dela e até tem alguns  critérios definidos - é mais fácil de mostrar a minha dúvida.
 E vc? O que acha? Psicõlogos, quero vossa opinião!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O dia em que eu perdi o meu filho no Ibirapuera

Acho que foi o dia mais quente do ano em SP. E o que teve a hora mais longa do mundo.
João queria pq queria ir ao Ibirapuera alugar bicicletas. Fizemos a vontade do menino e alugamos uma pra ele, acordando que ele iria na nossa frente e olhava pra nós de vez em qdo, que estaríamos logo atrás. E assim foi indo, até uma infeliz coincidência, em que eu parei pra perguntar onde era o pavilhão japonês no mesmo segundo em que ele dobrou onde não deveria dobrar com medo de uma subida.
Percebemos que o tinhamos perdido, fui em frente, Leo fez o caminho inverso, sempre seguindo a ciclovia, pq não achavamos que ele poderia ter saído dela.
E o tempo passava. Não sei qto tempo passou, mas foi mto. Passava, assim, bem lentamente.
E eu parei uma moça que corria, expliquei a situaçao, perguntei onde estavam os guardas e pra onde levavam as crianças perdidas. Ela me mostrou um posto policial e seguiu.
Uma senhora que passava, chamada Beth, ouviu o diálogo, sentiu meu desespero e me perguntou: "me diz como é seu filho, com que roupa está e me dá seu telefone. Se eu achar ligo pra vc". Incrível nesse mundo louco ainda ter gente que se dispõe a ajudar.
Blz, mas ainda nada do João Lucas.
Leo caminhou até o guarda que passou um rádio pra todos os outros guardas com a descrição do menino e disse pra ficarmos tranquilos que todo dia acontecia isso e todo dia eles achavam quem se perdia.
Ele falou isso pq não deve ser mãe, nem pai, pq eu já estava me imaginando no programa do Faustão com camiseta, cartaz e número de contato pedindo socorro e notícias do filho desaparecido.
Já imaginava ele com aquela carinha linda chorando por mim.
E pior, que alguém poderia ter levado aquela carinha linda (que é linda mesmo, sem exagero de mãe) pra algum lugar mto feio e o obrigasse a vender bombom nos sinais. E tava ensaiando já o diáologo que eu teria com o pai dele aqui em Belém e contando que tinha perdido o João.
Só coisa horrível passou pela minha cabeça. Imaginei todos os desaforos que ele me diria, pq eu nao faria diferente.
Mas eis que, nesse momento, passada mais ou menos uma hora, a Beth me liga dizendo que tinha achado o João. Eu nem acreditei. Só pensei que ela era um anjo da guarda que tinha se materializado só pra procurar meu filho. O anjo da guarda dele, pra quem tanto rezei para que nada de ruim acontecesse. Deus mandou e é só assim que consegui explicar esse fenomeno.
Nesse momento, consegui chorar.
Andamos mto até encontra-lo e aí chorei de novo. Quando ele percebeu que estava perdido, foi até o ponto perto de onde se aluga bicicleta, achando que era um ponto de encontro óbvio. Até era, só não pensei que ele pensaria nisso.
Meu próximo filho terá um chip com GPS. Façam o mesmo com os filhos de vcs.
beijo

domingo, 17 de abril de 2011

E passou o tempo

E o tempo passou e eu nem vim dizer que fiz aniversário, que tive aula a semana toda, que estou com novo visual, que vou pra SP na semana santa. E que recebi um cartão lindo da Elaine pelo meu aniversário, que nem acreditei qdo abri. Sei que somos eternamente responsáveis pelo que cativamos, mas juro que não me acho merecedora de tanto carinho. Obrigada, minha querida, vc é mto especial.
Eu completei 31 anos. E ganhei de um amigo do trabalho mto querido um livro chamado "A mulher de 30 anos" de Honoré de Balzac. É por causa desse livro que as mulheres de 30 são chamadas de balzaquianas. Ainda to no meio (e to adorando), mas sei que ele diz que uma mulher de 30 anos é muito, muito mais interessante, bonita, plena que a de 20. No auge de sua vida sexual e com pleno domínio da arte da conquista. 
Ano passado, na crise de completar 30, não concordaria. Hoje concordo. Tenho saudade do meu corpitho de 25 e do meu metabolismo de outrora, mas hoje me acho uma pessoa mais legal, mais desencanada, mais cheia de mim. Hoje sei o que me beneficia, o que me valoriza e o que não. Aos 30, não me exponho mais a experiências que sei que são furadas - apesar de sempre ter sido uma pessoa que para pra pensar se tá fazendo o que tá fazendo pq gosta ou pq todo mundo ta fazendo o mesmo. Sei do que gosto e faço o que quero. E pronto.
Enfim, aquela velha história do "queria ter a cabeça de agora e a juventude que perdi".
Aí que procurando comentários sobre o tal livro, achei esse texto em um outro blog. Gostei e resolvi dividir, mas não achei o autor:

"Tome a mesma moça aos 20 e aos 30 anos. No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro…
Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30.
Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo – astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça.
Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.
Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.
Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.
Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.
A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.
Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.
Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra – ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.
Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher."

domingo, 10 de abril de 2011

Nova moradora da casa

Quando eu era mais nova, eu dizia que tinha uma solitária chamada Suely: eu podia comer horrores e continuava magrinha. Um espetáculo meu metabolismo da época. Não me perguntem o pq do nome escolhido, mas o fato é que eu amava a presença da Suely na minha vida. Um dia, ela cansou e foi embora. Desde então, estou sempre contando as calorias do que como.
Passei anos sozinha até que agora eu tenho uma nova moradora: a minha insônia. Eu não durmo bem, durmo pouco, sempre acordo cedo. Às vezes, ainda fico acordando várias vezes durante a noite. Agora a novidade é que eu acordo e não volto a dormir. Fico acordada, assim, horas a fio, numa eternidade escura, esperando o sol raiar e chegar a hora de realmente levantar.
E estou assim há algumas semanas já. Eu sempre tive umas táticas pra dormir, mas agora elas não tem mais dado certo. E a minha insônia já senta do meu lado na mesa do café da manhã, tem lugar cativo no meu carro e me ajuda a escolher os filmes que devo assistir. Virou uma pessoa que ocupa um grande espaço da casa.
Depois de recorrer a taças de vinho, chazinhos, exercícios físicos, alimentação saudável, to apelando a drogas (lícitas, claro), a fim de ver minhas olheiras - já grandes - pararem de crescer.
Fran Lebowitz disse que "Life is something that happens when you can't get to sleep", (a vida é algo que acontece enquanto vc não consegue dormir). Ou seja, nunca vivi tanto como agora. 
Agora preciso escolher um nome pra insônia. Pensei em Perpétua. O que vcs sugerem?

sábado, 9 de abril de 2011

The pessimist is never disappointed

O pessismista nunca é desapontado.
Aquele que não crê nos outros também não.
Eu, que sou uma pessoa ingênua, que acredita em todo mundo, deveria até passar com mais frequência por essa sensação de decepção na humanidade. Mas até que não. Talvez pq escolha me cercar de gente legal.
Aí, quem se cerca de gente do bem, acaba estendendo essa qualidade pra todo mundo. Só que não é bem assim, não dá pra classificar todos dessa maneira, e hoje, infelizmente, risquei uma pessoa dessa minha seleta listinha.
To com raiva? To. Mas raiva passa. Pior é a decepção. Decepção, desapontamento, não acabam de uma hora pra outra. Demora até reconquistar a confiança. E tem vezes que a gente até sabe que essa árdua reconquista é possível e vence alguns receios pq vale a pena. To achando que não é o caso.
E o pior, é que tinham me cantado a história. Mas ainda assim, acreditei e fui em frente.
Ou seja, to chateada duas vezes: de ter dado crédito a quem não merecia e de não ter ouvido um anjinho que veio soprar no meu ouvido.
Mas é isso.
A vida segue. Só assim a gente aprende. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sem palavras

E o que a gente faz com o blog quando não tem nada demais pra contar?
Tá td bem, normal, sem grandes emoções, ou grandes reflexões.
Nada que eu ache que realmente vale a pena gastar o tempo de vcs.
Crise criativa, teu nome é Paola, nesse momento